Como escolher materiais para uma reforma? Muito além da estética
- 30 de jun.
- 5 min de leitura
Como escolher materiais para uma reforma?
Existe um momento em praticamente todo projeto em que o cliente faz uma pergunta muito parecida.
"Qual porcelanato você acha mais bonito?"
Ou então:
"Essa pedra está na moda?"
Nossa resposta normalmente começa com outra pergunta.
"Bonito para quem?"
Porque existe um erro bastante comum quando falamos sobre materiais.
As pessoas acreditam que a escolha acontece apenas pela aparência.
Na realidade, a estética costuma ser apenas uma das variáveis.
Antes de recomendar qualquer revestimento, fazemos dezenas de outras perguntas.
Quem utilizará esse ambiente?
Existe criança?
Animais de estimação?
O espaço recebe muito sol?
Será uma área molhada?
Qual a intensidade de uso?
Como é a rotina de limpeza da casa?
Existe manutenção disponível na cidade?
Quanto o cliente pretende investir?
Perceba que, antes mesmo de olhar para a cor de uma pedra, já existe uma enorme quantidade de decisões acontecendo.
É exatamente por isso que a escolha dos materiais faz parte da arquitetura.
E não apenas da decoração.
Material não é decoração
Existe uma diferença importante.
Quando pensamos em decoração, normalmente pensamos em objetos que podem ser substituídos com relativa facilidade.
Uma poltrona.
Um quadro.
Um tapete.
Um vaso.
Já um revestimento funciona de maneira completamente diferente.
Depois de instalado, ele permanecerá ali durante muitos anos.
Trocar um sofá pode levar algumas horas.
Trocar um piso pode significar demolir parte da casa.
Por isso escolhemos materiais pensando em décadas.
E não apenas na fotografia do dia da entrega.
O material precisa funcionar antes de impressionar
Imagine uma bancada de pedra extremamente bonita.
Agora imagine que ela manche com facilidade.
Exija manutenção constante.
Ou não suporte o uso cotidiano daquela família.
Ela continuará sendo a melhor escolha?
Provavelmente não.
Na GUZLIVE acreditamos que o primeiro papel de um material é funcionar.
Depois disso, ele também precisa emocionar.
Essa ordem faz toda a diferença.
Não existe o melhor material
Essa talvez seja uma das perguntas mais frequentes.
"Qual é a melhor pedra?"
"Qual é o melhor porcelanato?"
"Qual madeira dura mais?"
Nossa resposta costuma ser sempre a mesma.
Depende.
Porque arquitetura trabalha com contexto.
Uma pedra excelente para uma cozinha pode ser inadequada para uma área externa.
Uma madeira perfeita para um painel pode não funcionar em um piso.
O melhor material é aquele que responde corretamente às necessidades daquele projeto específico.
Beleza também precisa ser prática
Existe um conceito que valorizamos muito.
A beleza deve facilitar a vida.
Nunca complicá-la.
Isso significa pensar em aspectos como:
Facilidade de limpeza.
Resistência ao uso diário.
Disponibilidade de manutenção.
Reposição futura.
Comportamento ao longo do tempo.
Um projeto bonito precisa continuar bonito depois de cinco, dez ou quinze anos.
A luz transforma completamente um material
Existe um detalhe que poucas pessoas percebem.
Nenhum material existe sozinho.
Ele sempre será influenciado pela luz.
Uma madeira pode parecer quente durante o dia e muito escura à noite.
Uma pedra clara pode ganhar profundidade dependendo da iluminação.
Um tecido muda completamente sua textura conforme a incidência solar.
É por isso que evitamos escolher materiais apenas olhando pequenas amostras.
Precisamos imaginá-los dentro do conjunto.
Textura é tão importante quanto cor
Quando pensamos em materiais, normalmente a primeira característica observada é a cor.
Mas existe outro aspecto igualmente importante.
A textura.
Superfícies lisas transmitem uma sensação.
Pedras escovadas comunicam outra.
Madeiras naturais possuem uma presença completamente diferente das madeiras laqueadas.
Tecidos macios tornam os ambientes mais acolhedores.
Metais acetinados produzem uma leitura distinta dos polidos.
Arquitetura também é uma experiência tátil.
Não apenas visual.
A manutenção faz parte da escolha
Existe uma pergunta que sempre fazemos.
"Como esse material estará daqui a dez anos?"
Essa reflexão muda completamente a decisão.
Alguns materiais envelhecem lindamente.
Outros exigem manutenção frequente.
Existem superfícies extremamente resistentes.
Outras precisam de cuidados específicos.
Nenhuma dessas características é boa ou ruim por si só.
O importante é que o cliente saiba exatamente o que esperar.
O custo não termina na compra
Quando analisamos um revestimento, normalmente olhamos apenas para o preço da peça.
Mas esse é apenas o início.
Também precisamos considerar:
Instalação.
Perdas.
Recortes.
Manutenção.
Reposição.
Vida útil.
Em muitos casos, um material aparentemente mais caro acaba apresentando melhor custo-benefício ao longo dos anos.
Arquitetura sempre trabalha com visão de longo prazo.
Materiais também contam histórias
Existe um motivo pelo qual algumas casas transmitem acolhimento imediato.
E outras parecem extremamente sofisticadas.
Os materiais possuem enorme influência nessa percepção.
Madeiras naturais costumam aquecer os ambientes.
Pedras expressam permanência.
Metais criam contraste.
Vidros ampliam.
Tecidos aproximam.
Nenhuma dessas escolhas acontece por acaso.
Todas fazem parte da narrativa construída pelo conceito do projeto.
Tendências passam. Materiais permanecem.
Todos os anos surgem novos acabamentos.
Novas pedras.
Novas cores.
Novos formatos.
Alguns permanecem.
Outros desaparecem rapidamente.
Por isso evitamos tomar decisões apenas porque determinado material está em alta.
Preferimos perguntar:
Esse acabamento continuará fazendo sentido daqui a quinze anos?
Quando a resposta é sim, normalmente estamos diante de uma boa escolha.
Como escolhemos materiais na GUZLIVE
Na GUZLIVE nunca começamos pela pergunta:
"Do que você gostou?"
Começamos perguntando:
Como você vive?
Qual será a intensidade de uso?
Quanto tempo pretende permanecer nesse imóvel?
Como é sua rotina?
Existe alguém que goste de cozinhar?
Há crianças?
Animais?
Recebem muitas visitas?
Somente depois dessa compreensão iniciamos a seleção dos materiais.
Analisamos estética.
Mas também durabilidade.
Manutenção.
Conforto.
Viabilidade técnica.
Disponibilidade.
Orçamento.
Cada escolha precisa fazer sentido dentro do conjunto.
Porque acreditamos que materiais não existem para impressionar.
Existem para tornar a arquitetura melhor.
O melhor material é aquele que desaparece
Existe uma ideia que gostamos muito.
Quando um material é bem escolhido, ele deixa de chamar atenção isoladamente.
Ele passa a fazer parte da experiência da casa.
Você não pensa no piso.
Você simplesmente gosta de caminhar.
Não pensa na bancada.
Você gosta de cozinhar.
Não pensa na iluminação.
Você sente conforto.
Esse talvez seja o maior elogio que um material pode receber.
Quando ele deixa de ser percebido como um objeto e passa a contribuir silenciosamente para a qualidade da vida cotidiana.
Conclusão
Escolher materiais é uma das decisões mais importantes de qualquer projeto de arquitetura.
Muito além da estética, essa escolha influencia conforto, durabilidade, manutenção, orçamento e qualidade de vida durante muitos anos.
Na GUZLIVE acreditamos que um bom material não é necessariamente o mais caro ou o mais sofisticado.
É aquele que responde da melhor maneira às necessidades de cada cliente e de cada projeto.
Porque arquitetura nunca foi sobre escolher acabamentos.
Sempre foi sobre escolher como queremos viver.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Como escolher os materiais de uma reforma?
A escolha deve considerar estética, funcionalidade, durabilidade, manutenção, conforto, orçamento e o perfil de uso dos moradores.
O material mais caro é sempre o melhor?
Não. O melhor material é aquele que atende às necessidades do projeto e oferece o melhor equilíbrio entre desempenho, estética e custo ao longo do tempo.
Vale a pena seguir tendências?
As tendências podem servir de inspiração, mas não devem ser o único critério de escolha. Materiais permanentes precisam continuar fazendo sentido por muitos anos.
O arquiteto ajuda na escolha dos materiais?
Sim. Essa é uma das principais funções do arquiteto, que avalia aspectos técnicos e estéticos para garantir que cada escolha seja adequada ao projeto.
Como evitar arrependimentos na escolha dos acabamentos?
Analisando amostras físicas, observando os materiais sob diferentes condições de iluminação e compreendendo como eles se comportam no uso diário.
Próximo capítulo
Agora que entendemos como selecionar materiais, vamos falar sobre um dos recursos mais poderosos da arquitetura.
Como a iluminação transforma completamente um projeto?
Você descobrirá por que iluminar um ambiente não significa apenas instalar luminárias e como um projeto luminotécnico pode alterar a percepção de espaço, conforto e bem-estar.
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