Turn Key é mais caro ou mais barato do que administrar a obra sozinho?
- 28 de jun.
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Turn Key é mais caro ou mais barato do que administrar a obra sozinho?
Poucas perguntas aparecem tanto durante uma reunião comercial quanto esta:
"No fim das contas, contratar um serviço Turn Key sai mais caro?"
A resposta pode parecer contraditória em um primeiro momento:
Depende da forma como você mede o custo de uma obra.
Se analisarmos apenas o valor pago pelos honorários da empresa responsável pela gestão, é natural concluir que existe um investimento adicional.
Mas uma obra não é composta apenas por honorários.
Ela envolve centenas de decisões, dezenas de fornecedores, milhares de materiais e inúmeros riscos que podem gerar atrasos, desperdícios e retrabalhos.
É justamente nesse ponto que a comparação muda completamente.
O objetivo deste artigo não é afirmar que o Turn Key sempre será mais barato.
O objetivo é mostrar que analisar apenas o orçamento inicial costuma ser um dos maiores erros cometidos durante uma reforma.
O custo visível e o custo invisível
Quando um cliente solicita orçamentos para uma reforma, normalmente recebe propostas contendo valores bastante claros.
Por exemplo:
demolição;
alvenaria;
elétrica;
hidráulica;
pintura;
revestimentos;
marcenaria.
Esses são os custos visíveis.
O problema é que existe outra categoria de custos que raramente aparece nessas planilhas.
São eles:
retrabalhos;
atrasos;
desperdícios;
erros de compra;
incompatibilidade entre fornecedores;
decisões tomadas sem planejamento;
materiais danificados;
mudanças durante a execução;
tempo investido pelo próprio cliente.
Esses custos normalmente só aparecem quando a obra já está acontecendo.
O custo de administrar uma obra sozinho
À primeira vista, assumir pessoalmente a gestão parece gerar economia.
Afinal, não existe uma empresa responsável pela coordenação.
Mas administrar uma reforma envolve muito mais do que visitar a obra ocasionalmente.
Na prática, significa assumir responsabilidades como:
contratar fornecedores;
negociar contratos;
comparar orçamentos;
conferir materiais;
organizar entregas;
resolver conflitos;
acompanhar cronogramas;
controlar pagamentos;
verificar qualidade;
tomar decisões diariamente.
Esse trabalho exige tempo, conhecimento técnico e disponibilidade.
O valor do tempo
Imagine que uma reforma dure seis meses.
Agora considere que o proprietário precise dedicar apenas cinco horas por semana à gestão da obra.
Ao final desse período, serão aproximadamente:
120 horas de trabalho.
Esse número pode ser muito maior em reformas mais complexas.
Naturalmente, algumas pessoas possuem disponibilidade para isso.
Outras preferem utilizar esse tempo em sua profissão, na família ou em outras atividades.
Nesse cenário, o Turn Key deixa de ser apenas uma contratação técnica e passa a representar uma decisão sobre como utilizar o próprio tempo.
O custo do retrabalho
Poucas situações aumentam tanto o custo de uma obra quanto executar o mesmo serviço duas vezes.
Isso pode acontecer por diversos motivos.
Por exemplo:
Um fornecedor instala pontos elétricos antes da definição final da marcenaria.
Posteriormente descobre-se que as tomadas ficaram atrás dos armários.
Resultado:
A parede precisa ser aberta novamente.
A instalação elétrica é refeita.
A pintura precisa ser refeita.
O cronograma atrasa.
Esse tipo de problema normalmente não acontece por falta de competência dos profissionais.
Acontece por ausência de coordenação entre eles.
O custo das decisões tomadas no momento errado
Uma boa obra depende de decisões tomadas na hora certa.
Quando o planejamento é insuficiente, decisões importantes acabam sendo deixadas para durante a execução.
Isso costuma gerar:
compras emergenciais;
materiais indisponíveis;
alterações de projeto;
atrasos de fornecedores;
desperdícios.
Planejamento não elimina todos os problemas.
Mas reduz significativamente a quantidade deles.
Comprar mais barato nem sempre significa gastar menos
Outro erro bastante comum é imaginar que economizar na compra de um material representa necessariamente uma economia na obra.
Às vezes acontece exatamente o contrário.
Um revestimento adquirido apenas pelo menor preço pode apresentar:
maior índice de perdas;
menor durabilidade;
dificuldade de instalação;
baixa disponibilidade de reposição.
O custo final deixa de ser apenas o valor da compra.
Passa a incluir todo o impacto causado durante a execução.
A economia que ninguém percebe
Existem economias que simplesmente não aparecem porque o problema foi evitado.
Por exemplo:
Uma compatibilização realizada corretamente impede que um ponto hidráulico seja executado na posição errada.
Ninguém vê esse benefício.
Porque o erro nunca aconteceu.
O mesmo vale para:
compras realizadas na sequência correta;
cronogramas bem planejados;
fornecedores coordenados;
detalhamentos completos.
A ausência de problemas dificilmente chama atenção.
Mas ela representa um enorme ganho financeiro ao longo da obra.
Existe garantia de economia?
Não.
Seria irresponsável afirmar que toda obra Turn Key custará menos do que uma reforma administrada diretamente pelo proprietário.
Cada projeto possui características próprias.
Entretanto, existe algo que uma boa gestão costuma proporcionar:
maior previsibilidade.
E previsibilidade normalmente reduz desperdícios.
A comparação correta
Talvez a pergunta não devesse ser:
"Quanto custa contratar Turn Key?"
Mas sim:
"Quanto custa administrar uma obra sem uma estrutura de gestão?"
Essa análise considera fatores como:
tempo;
desgaste;
risco;
retrabalho;
atrasos;
qualidade;
previsibilidade.
Somente depois de considerar todos esses aspectos é possível comparar os dois modelos de forma justa.
O que acontece nas obras bem-sucedidas?
Independentemente do orçamento, existe um elemento presente em praticamente todas as obras que alcançam bons resultados:
gestão.
Pode ser realizada pelo proprietário.
Pode ser realizada por um arquiteto.
Pode ser conduzida por uma empresa especializada.
Mas ela sempre existe.
Quanto maior a complexidade da reforma, mais importante tende a ser essa coordenação.
Como a GUZLIVE enxerga essa comparação
Na GUZLIVE, não acreditamos que o principal argumento para contratar um serviço Turn Key seja a promessa de uma obra mais barata.
Nosso objetivo é outro.
Buscamos criar um processo capaz de reduzir incertezas, melhorar a comunicação entre fornecedores e aumentar a previsibilidade do projeto.
Quando projeto, planejamento e execução trabalham juntos, decisões deixam de ser improvisadas.
Isso não significa que imprevistos desapareçam.
Significa apenas que a obra passa a estar muito mais preparada para lidar com eles.
Conclusão
O Turn Key não deve ser comparado apenas pelo valor dos honorários.
Ele deve ser analisado como um modelo de gestão.
Administrar uma obra envolve tempo, conhecimento técnico, capacidade de coordenação e tomada constante de decisões.
Para algumas pessoas, assumir essa responsabilidade faz sentido.
Para outras, delegar essa gestão representa uma escolha muito mais eficiente.
No final, a pergunta mais importante talvez não seja qual modelo custa menos.
Mas qual deles entrega mais segurança, previsibilidade e tranquilidade durante toda a jornada da obra.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Turn Key sempre custa menos?
Não. O objetivo principal do modelo não é reduzir o investimento inicial, mas melhorar a gestão e diminuir desperdícios e retrabalhos.
Posso economizar administrando minha própria obra?
Sim, desde que possua tempo, conhecimento técnico e disponibilidade para coordenar todas as etapas da reforma.
O Turn Key elimina imprevistos?
Nenhuma obra está livre de imprevistos. O que uma boa gestão faz é reduzir sua frequência e minimizar seus impactos.
Vale a pena contratar Turn Key para uma reforma pequena?
Depende da complexidade do projeto e da disponibilidade do cliente para administrar a obra.
Como comparar duas propostas?
Analise não apenas os honorários, mas também o escopo, a metodologia, o planejamento, a experiência da equipe e o nível de gestão oferecido.
Próximo capítulo
Até aqui falamos sobre custos e benefícios.
Agora vamos esclarecer uma dúvida que gera muita confusão no mercado:
Qual é a diferença entre Turn Key e gerenciamento de obras?
Embora muitas pessoas utilizem esses termos como sinônimos, eles representam modelos de atuação bastante diferentes.
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